Para marcar a passagem de seus 45 anos na Magistratura maranhense, o desembargador Lourival Serejo abriu, em seu gabinete no TJMA, uma exposição de livros jurídicos, de artigos publicados em revistas jurídicas locais e nacionais e de homenagens recebidas ao longo desta trajetória, uma delas da AMMA. A ideia é compartilhar com os colegas e amigos esse itinerário tanto na Magistratura quanto na literatura.
“Não é por vaidade. Mas, para mostrar que nestes 45 anos, eu me dediquei não só ao exercício de julgar, mas também no exercício de estudar. Isso significa que eu tomei a Magistratura como uma atividade que exigia a capacitação. O juiz não pode esquecer que para ser um bom juiz, precisa que ficar atento à capacitação, se renovar a todo tempo. A capacitação, inclusive, está no Código de Ética da Magistratura como um dever do juiz”, explicou o magistrado.
LIVROS, ARTIGOS E HOMENAGENS
Ao ser questionado sobre o momento da sua trajetória que percebeu a importância de registrar suas reflexões por meio da escrita, o desembargador respondeu que logo no início da carreira, pois os problemas que recebia o estimularam a se aprofundar nos temas e, em seguida, compartilhar o estudo com o público.

O desembargador avaliou a importância do papel da produção intelectual na sua carreira como magistrado. “Era uma maneira de compensar os silêncios e os isolamentos que o juiz vive. A literatura foi meu refúgio renovador. Os casos que eu presenciei como juiz serviram de estímulo para transformar em conto, em uma crônica”, contou.
Além de ser autor de vários livros, entre jurídicos e literários, e ter vários artigos publicados em revistas especializadas, nas áreas de Processo Civil, Direito de Família e Direito Eleitoral, o desembargador Lourival Serejo recebeu muitas homenagens, que também estão expostas em seu gabinete. “São medalhas de reconhecimento pela minha atuação ao longo destes 45 anos de magistrado”, observou.

CONTRIBUIÇÃO MAGISTRATURA
Lourival Serejo falou que gostaria que sua contribuição para a Magistratura fosse lembrada como alguém que se preocupou com a postura ética permanente, como alguém que não abandonou a ideia de que o juiz tem que estar estudante e viver atualizado com a doutrina, com os avanços e atento à realidade, à renovação do momento em que vive.
“O juiz está condenado a interpretar, diariamente. Então, ele tem que ser um profundo conhecedor da hermenêutica, da filosofia do direito, da ciência do direito, de todas essas correntes doutrinarias, para ele tomar uma posição. Ter convicção daquilo que está fazendo”.
MENSAGEM FINAL
Ao final da entrevista, Lourival Serejo falou da mensagem que espera transmitir aos jovens magistrados e estudantes de Direito com esta iniciativa. “Aos estudantes de Direito, se eles não saírem da faculdade estudando e lendo muito, eles vão causar um grande prejuízo à atividade jurídica. Já para os magistrados, é que se apoderem da vocação. A vocação que deve ser renovada diariamente, que não se deixem abater pelos problemas que vão encontrar na vida, na carreira e sempre estar pensando na grandeza, na importância social, jurídica e ética”, finalizou.

PERFIL
Lourival de Jesus Serejo Sousa nasceu na cidade de Viana, Maranhão. Filho de Nozor Lauro Lopes de Sousa e Isabel Serejo Sousa. Formou-se em Direito, em 1976, especializando-se em Direito Público, pela Faculdade de Direito do Ceará, em 1980 e, posteriormente, em Direito Processual Civil, pela Universidade Federal de Pernambuco.
Atualmente é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, fazendo parte do Órgão Especial e membro da 3ª Câmara Cível.
Lourival Serejo é o atual presidente da Academia Maranhense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 35.
É membro fundador das seguintes academias: Academia Imperatrizense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 4; da Academia Vianense de Letras, onde ocupa a Cadeira nº 10; e da Academia Maranhense de Letras Jurídicas, onde ocupa a Cadeira nº 10.






