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27/09/2018 13h22
Titular do Juizado Criminal esclarece episódio envolvendo alunos da Estácio

A juíza Andrea Perlmutter Lago, titular do 1º Juizado Especial Criminal de São Luís, encaminhou ofício nesta quarta-feira (26), ao corregedor-geral de Justiça, desembargador Marcelo Carvalho, esclarecendo o episódio ocorrido no dia anterior, durante audiência, envolvendo estagiários do curso de Direito da Faculdade Estácio.

No ofício, a magistrada esclarece que na última terça-feira, 25 de setembro, durante uma das audiências no Juizado Criminal, as partes manifestaram constrangimento em relatar os fatos ocorridos nos autos, vez que se tratava de ação privada. Diante disso, a juíza Andrea Lago solicitou aos estagiários presentes que se retirassem momentaneamente da sala até o término da referida audiência.

No dia seguinte, ao iniciar as audiências já agendadas, a magistrada observou que havia um grande número de estagiários no corredor próximo ao Juizado e que vários estudantes já haviam entregues suas carteiras ao funcionário pela digitação no ato das referidas audiências e que o número entregues não correspondia à quantidade de alunos que se encontravam no interior da sala de aula.

“Feita esta constatação, somente deixei constar na ata o nome daqueles que ali se encontravam, sendo devolvidas as carteiras restantes a um dos estudantes presentes”, afirmou a juíza.

Andrea Lago também informou à Corregedoria que ultimamente tem havido uma grande procura dos estudantes para assistirem audiências no Juizado Criminal e, devido ao espaço ser pequeno, não é possível deixar entrar todos, já que não há cadeiras suficientes e nem sistema de ar condicionado consegue, com eficiência, aplacar o calor no interior do recinto.

Na tarde do mesmo dia da audiência, a magistrada foi surpreendida com um vídeo postado nas redes sociais, acusando-a de “expulsar” os estagiários, bem como de devolver as carteiras dos referidos estudantes, jogando-as no chão por baixo da porta. 

Com o ensejo de esclarecer e evitar futuras afirmações levianas à sua conduta profissional, a juíza Andrea Lago se coloca à disposição da Corregedoria Geral de Justiça, informando que já requereu à diretora do Fórum da capital, juíza Diva Maria de Barros Mendes, a solicitação de uma câmera na sala de audiências do Juizado, a fim de que tais fatos inverídicos possam ser rechaçados pelos próprios estudantes, pelos advogados, defensores e pela promotora de Justiça que se encontrava presente na sala durante todas as audiências.

A Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) reafirma os esclarecimentos feitos pela juíza Andrea Perlmutter e informa que também já solicitou a instalaçao de câmeras em todas as unidades judiciais do Maranhão.


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