A convite da juíza Josane Braga, um grupo de 11 magistrados está debruçado desde a última segunda-feira (18) sobre 800 processos no Mutirão Processual da 1ª Vara de Coroatá/Juizado Especial. A solenidade de abertura contou com a presença do corregedor-geral de Justiça, desembargador Cleones Cunha, que destacou a iniciativa. “Vemos que são profissionais comprometidos com a sua missão, comprometidos com o trabalho e com a sociedade. Demonstram que gostam de trabalhar!”, disse o corregedor-geral em seu discurso.
O Mutirão Processual da 1ª Vara de Coroatá/ Juizado Especial ocorre se encerrará na próxima sexta-feira (22) e tem como tema “Esforço concentrado: uma via de acesso à justiça e à cidadania”. O objetivo é julgar quase 800 processos do Juizado Especial, de competência da 1ª Vara.
Auxiliando a juíza Josane Braga, 11 magistrados: Francisco Ferreira Lima (1ª Vara de Coroatá), Marcelle Adriane Farias (1ª Vara de Santa Luzia), Edeuly Maia Silva (Anajatuba), Lewman de Moura Silva (3ª Vara Criminal de Timon), Flávia Pereira Barçante (Buriti Bravo), João Paulo Mello (São Luís Gonzaga), Elaile Silva Carvalho (Penalva), Jairon Ferreira de Morais (1ª Vara de Vitorino Freire), Denise Pedrosa Torres (1ª Vara de Zé Doca), Aureliano Coelho Ferreira (Pindaré-Mirim) e Rogério Monteles Costa (Juizado Especial de Timon).
ATIVIDADES
De acordo com a juíza Josane Braga, o mutirão procussual surgiu diante da constatação da alta distribuição de processos no Juizado Especial de Coroatá: são 200 processos por mês. “Diante desse número, entendi que precisamos ser mais céleres em dar a resposta ao jurisdicionado. A vitrine do Judiciário são os Juizados Especiais. As pessoas estão informadas sobre os seus direitos e ingressam na Justiça em busca deles. Assim, temos a obrigação de mudar nossas rotinas e seguir no caminho de uma Justiça mais eficiente e eficaz”, declarou a magistrada na abertura do evento.
A juíza Josane Braga assumiu a titularidade da 1ª Vara de Coroatá em março deste ano, após promoção.
Além dos julgamentos, durante a semana de mutirão estão sendo realizadas várias atividades paralelas, na Escola Clodomir Milet, que fica ao lado do Fórum Desembargador Menezes Júnior. Apresentações artísticas, palestras, oficinas entre outras atividades animarão a semana do mutirão processual de Coroatá.
PROJETOS
Entre os destaques das atividades paralelas está o desenvolvimento do Projeto Pai Presente, do Conselho Nacional de Justiça e encampado pela Corregedoria Geral da Justiça com o “Reconhcer é Amar”. Um sala com servidores e voluntários treinados para dar início ao reconhecimento de paternidade foi preparada para receber a demanda, que só cresce em Coroatá.
“Percebemos que os pais e as mães de Coroatá, cujos filhos não têm o nome do pai no registro, estão recebendo com carinho esse convite de virem reconhecer voluntariamente o seus filhos. Temos certeza que teremos um bom resultado”, comentou a juíza Josane Braga, durante a abertura do mutirão.
Na Escola Clodomir Milet também há espaços com orientações sobre saúde, aferição de pressão, teste de glicemia e vacinas, com a parceria da Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria Municipal de Saúde, orientações sobre trânsito, com a parceria do Detran-MA, um espaço da Justiça Eleitoral e Ministério Público, APAC, onde estão reunidos os resultados de cinco anos de trabalho, entre outros. O evento conta com a parceria, ainda, da Igreja Católica, Igreja Batista, bancos e comércio local.